Engenharia brasileira em Dubai: O protagonismo da Liderroll no World Tunnel Congress

Diego Velázquez By Diego Velázquez
O protagonismo da Liderroll no World Tunnel Congress consolida a engenharia brasileira em Dubai, afirma Paulo Roberto Gomes Fernandes.

De acordo com Paulo Roberto Gomes Fernandes, executivo da empresa Liderroll Indústria e Comércio de Suportes, o World Tunnel Congress (WTC), realizado em Dubai, reafirmou a importância vital do espaço subterrâneo para a segurança energética e hídrica global. Com um público recorde de mais de dois mil profissionais, o evento destacou projetos monumentais, como a travessia do Himalaia para gasodutos asiáticos e o aqueduto entre o Mar Vermelho e o Mar Morto. 

Nesse cenário de alta complexidade, a Liderroll consolidou-se como a única representante brasileira, apresentando tecnologias que resolvem desafios onde a engenharia convencional encontra limites. O reconhecimento internacional em fóruns como a ITA (International Tunnelling and Underground Space Association) é o que permite ao Brasil exportar inteligência para as principais obras de infraestrutura do planeta.

Por que os túneis de longa distância são a nova fronteira da Ásia e do Oriente Médio?

A demanda crescente por energia na China e na Índia, aliada à escassez hídrica na Jordânia e em Israel, impulsionou projetos de dimensões inéditas:

  • Himalaia: Estudos apontam a necessidade de túneis de até 75 quilômetros para transportar gás do Turcomenistão para a China;
  • Canal da Paz: Um aqueduto de 370 quilômetros que cruzará um túnel de 25 quilômetros para salvar o Mar Morto;
  • Complexidade Técnica: Túneis desta extensão exigem métodos de instalação de dutos que garantam salubridade, velocidade e integridade estrutural.

Como considera Paulo Roberto Gomes Fernandes, o uso dos roletes motrizes é a resposta para esses desafios, permitindo o lançamento de tubulações em ambientes confinados com recordes de produtividade e segurança.

O papel da liderança brasileira na Associação Internacional de Tunelamento (ITA)

É notável que o principal evento mundial de escavação de túneis seja presidido por um brasileiro, Tarcísio Celestino. Essa liderança acadêmica e técnica abre caminhos para que empresas como a Liderroll demonstrem suas potencialidades. A equipe em Dubai focou em apresentações técnicas para governos e grandes corporações internacionais. O interesse despertado em Dubai prova que a tecnologia de roletes motrizes é vista como uma inovação necessária para viabilizar as futuras cidades sustentáveis e as redes de energia transcontinentais.

A presença no World Tunnel Congress fortalece a imagem global da engenharia nacional, segundo Paulo Roberto Gomes Fernandes.
A presença no World Tunnel Congress fortalece a imagem global da engenharia nacional, segundo Paulo Roberto Gomes Fernandes.

Inovação Prática: A demonstração da tecnologia de Roletes Motrizes

A participação da Liderroll no WTC foi marcada por demonstrações de sua tecnologia premiada. O sistema de suportação inteligente atraiu olhares de engenheiros dos Emirados Árabes e da Ásia por sua simplicidade e eficácia. Como aponta Paulo Roberto Gomes Fernandes, o ambiente de Dubai foi propício para selar parcerias estratégicas. A capacidade de manobrar dutos em túneis longos sem necessidade de múltiplas frentes de trabalho intermediárias é o diferencial que governos interessados em reduzir custos operacionais e prazos de execução buscam no mercado atual.

Como a cooperação internacional fortalece a engenharia brasileira?

O WTC funciona como um catalisador de conhecimento, onde a troca de informações entre a ITA e sociedades locais, como a Sociedade de Engenheiros dos EAU (com seus 40 mil membros), cria um ecossistema de validação técnica. Segundo Paulo Roberto Gomes Fernandes, estar presente em Dubai, após edições em Bergen e antes de Nápoles, garante que a tecnologia brasileira esteja sempre no topo das especificações globais. A meta da Liderroll é continuar quebrando paradigmas da escola clássica de construção, oferecendo soluções que garantam a longevidade dos túneis e a eficiência das dutovias.

Qual é a perspectiva para o mercado de tunelamento até 2026?

A visão compartilhada no congresso indica que o subsolo será cada vez mais ocupado por infraestruturas vitais. Paulo Roberto Gomes Fernandes, executivo da empresa Liderroll Indústria e Comércio de Suportes, acredita que em 2026 o Brasil será reconhecido não apenas pela sua engenharia civil tradicional, mas como o detentor do “estado da arte” em sistemas de lançamento de dutos. O  sucesso em Dubai é apenas o começo de uma nova era, onde as montanhas e desertos da Ásia serão cruzados por veias de energia sustentadas pela inovação e precisão da engenharia brasileira.

Autor: Diego Rodríguez Velázquez

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