Como destaca o Engenheiro Valderci Malagosini Machado, a quebra raramente é acidente isolado: ela costuma ser sintoma de logística mal desenhada, excesso de toques e falta de padronização operacional. Transporte e manuseio de blocos impactam diretamente o custo real do material, o ritmo do canteiro e a regularidade dimensional da alvenaria. Se você busca diminuir perdas e proteger o desempenho do bloco até o assentamento, siga a leitura e identifique onde as quebras se formam.
A cadeia de movimentação e o papel do transporte e manuseio de blocos no desperdício
Quebra é consequência de uma cadeia com muitos pontos de contato. Cada transferência entre caminhão, área de estocagem, transporte interno e frente de serviço aumenta o risco de impacto e microfissuras. À vista disso, o problema não se limita ao bloco que estoura na hora: peças que chegam com lascas e cantos danificados tendem a gerar juntas irregulares, consumo maior de argamassa e perda de prumo, efeitos que se propagam para o acabamento.
Como sugere o Engenheiro Valderci Malagosini Machado, quando o canteiro não controla a sequência de movimentação, o bloco vira um insumo rodado em excesso. A obra paga duas vezes: no material perdido e no tempo consumido para compensar irregularidades na execução.
Integridade do pallet, unitização e estabilidade do conjunto durante o transporte e manuseio de blocos
A forma como o bloco chega e é unitizado, influência a estabilidade do conjunto nas movimentações. Pallets instáveis, amarrações insuficientes e empilhamentos com folgas criam vibração e choque entre peças, sobretudo em trajetos com irregularidades. Como resultado, o dano se acumula de maneira discreta, aparecendo depois como trinca, lasca e quebra em manuseios posteriores.
No entendimento do Diretor Técnico Valderci Malagosini Machado, o foco deve estar na previsibilidade: quanto mais estável o conjunto, menor a variabilidade de perdas entre viagens e entre equipes. Assim, o controle deixa de depender de cautela individual e passa a depender de um padrão físico que reduz risco por desenho.
Equipamentos, rotas internas e o efeito do transporte e manuseio de blocos na produtividade
A escolha de equipamentos e a definição de rotas internas condicionam tanto a quebra quanto o tempo de ciclo do canteiro. Movimentações longas, com curvas apertadas e cruzamento de frentes de serviço elevam interrupções e aumentam o número de manobras, momentos em que o impacto tende a ocorrer. Além disso, a mecanização mal compatibilizada com a forma de estocagem cria transferências adicionais, multiplicando pontos de risco.

Como considera o Diretor Técnico Valderci Malagosini Machado, o ganho de produtividade surge quando transporte interno e frente de assentamento se conectam com o mínimo de reacomodações. Dessa forma, o canteiro preserva integridade, reduz manuseios redundantes e sustenta um fluxo mais contínuo de execução, sem depender de correções por quebra e reposição.
Fadiga, variabilidade humana, governança do transporte e manuseio de blocos
Quebras também se relacionam a variabilidade humana: fadiga, pressa e desorganização aumentam a incidência de quedas e choques. Em obras com rotinas instáveis, a equipe alterna tarefas, improvisa apoios e realiza movimentos repetitivos sem padrão, o que favorece dano cumulativo. Em contrapartida, quando há governança, a obra estabelece um modo de trabalho previsível, com menor dispersão entre turnos e frentes.
À luz dessa lógica, como alude o Engenheiro Valderci Malagosini Machado, quando cada etapa de movimentação é clara e repetível, a quebra deixa de ser tratada como fatalidade e passa a ser tratada como falha de processo, com correção na origem.
Custos ocultos e impacto do transporte e manuseio de blocos na qualidade final da alvenaria
A quebra não é apenas perda direta de peças. Ela costuma gerar efeitos secundários: recortes improvisados para compensar cantos danificados, juntas com espessura variável, desalinhamentos e maior correção em revestimentos. Como resultado, o custo aparece em argamassa, em tempo de ajuste e em retrabalho, mesmo quando o volume de entulho não parece alto.
Portanto, reduzir quebras significa proteger o padrão geométrico da parede. Ao fim e ao cabo, o transporte e manuseio de blocos é um tema de desempenho, não somente de logística: quando o bloco chega íntegro e regular, a alvenaria se aproxima do comportamento previsto, o acabamento se estabiliza e o canteiro mantém ritmo com menor variabilidade.
Autor: Sorin Golubov

